| Lojas do Picoas Plaza fecham hoje em protesto |
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Greve deverá contar com a adesão de mais de metade dos comerciantes do centro Num protesto inédito, mais de metade das lojas do centro Picoas Plaza vai hoje estar encerrada ao público a partir do início da tarde. O objectivo é denunciar a "incapacidade de gestão" e o "abandono" do espaço. Numa folha colada nas montras das lojas - que a Administração do centro comercial mandou retirar - a Associação dos Lojistas do Picoas Plaza enumera as 20 razões que levaram a avançar para este protesto. E, admitiu ao JN o presidente da ALAPP, Tiago Quelhas, se não houver respostas, pode haver nova paralisação, mas por 24 horas. Para hoje, a expectativa é que 12 ou 13 das 20 lojas actualmente ocupadas e em funcionamento no Picoas Plaza adiram ao protesto, fechando as portas a partir das 15 horas. "Algumas só reabrirão no dia seguinte, mas outras fecham por algumas horas", precisou Tiago Quelhas. O reduzido número de lojas em funcionamento face ao total do espaço - com capacidade para 55 - é precisamente um dos motivos deste protesto. "Neste momento, este centro comercial é um cemitério de lojas, cerca de 70% estão fechadas", precisa o presidente da ALAPP, assegurando que nos próximos dias se prevê o encerramento de mais uma. Sem poupar críticas à actuação da administração e proprietária do Picoas Plaza - a Chamartin Dolce Vita - Tiago Quelhas afirma que os lojistas apenas querem ter "condições para continuar com o seu negócio". E recusa a ideia de que a crise deste centro comercial se tenha acentuado por causa do sucesso e concorrência dos (vizinhos) três centros comerciais instalados na zona do Saldanha. Ausência e incapacidade de gestão, abandono do centro comercial, crescente degradação do espaço, contratos leoninos, rendas caras, falta de iniciativas e falta de promoção são alguns dos motivos que levaram os lojistas a avançar para o protesto de hoje. "Se não obtivermos respostas por parte da Administração - que sempre se recusou a receber a Associação com a desculpa de que não reconhece a sua existência - teremos novos protestos", refere Tiago Quelhas, não pondo de lado a hipótese de as lojas fecharem por um período de 24 horas. À falta de clientes, os lojistas somam também falta de segurança, queixando-se de terem já ocorrido alguns assaltos a visar caixas registadoras e recheio. Entretanto, diz, há lojistas a avançar para tribunal. Fonte: Jornal Diário de Notícias |



