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Dolce Vita Tejo - A mistura fatal de erros concentrados PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

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Muito se tem escrito sobre o Dolce Vita Tejo e eu venho juntar mais umas palavras à literatura. A propósito desta notícia do Expresso Online, e fácil perceber e até relembrar algumas notícias sobre o erro que poderá representar o Dolce Vita Tejo, na Amadora.



A localização: é o erro de todos os erros: num local que facilmente se vê a agressão que é feita a todos os comerciantes e logistas em torno da área, até mesmo do Colombo, Loures, Odivelas, etc. É fácil perceber que todos vão ficar a perder.

O Timming: Desastroso. Num ano em que o volume de visitas aos centros comerciais começou a diminuir, uma crise interna e externa sem precedentes e com os portugueses endividados em torno dos 130% do seu rendimento, é um timming que pode ser considerado o pior de sempre. Sinal disto é que Portugal com 8,4% lidera a descida de visitas aos Centros Comerciais.

A dimensão: Enorme! É demasiadamente cansativo ir lá e percorrer um parte boa depois de um dia de trabalho; ao fim-de-semana, claro, como bom lisboeta, recuso-me a entrar num Centro Comercial.

A envolvência: Portugal está sem espaço para crescer nesta área. Como consumidor é facil avaliar isso, quanto mais como especialista. As zonas envolventes tem sido fustigadas por desemprego e problemas sociais. Isso está-se a fazer reflectir na percepção de segurança deficiente do Dolce Vita Tejo. É fácil ir lá e avaliar isto. Ou ler aqui opiniões. Considerações: Como consumidor, estou um bocado cansado das Zaras, Mangos e afins. São iguais de Norte a Sul do país, mesmo nos preços, pelo que não são motivo para me chamarem a um Centro Comercial, mesmo sendo consideradas pelos profissionais como "Lojas-Âncora".

Gosto muito de passear ao ar livre. Por isso, quer o Freeport/Campera são óptimos locais para dar uns passos e fazer compras. Mas prefiro qualquer zona comercial de Lisboa para o fazer também ao ar livre.

Por falar em lojas de rua, tem-me sido fácil, mesmo numa das zonas mais caras de Lisboa (A Av. da Igreja, em Alvalade e o eixo da Av. de Roma, até à Praça de Londres, Av. Guerra Junqueiro) encontrar produtos mais baratos do que nas superfícies comerciais. E, claro, bem atendido por profissionais ao invés dos centos comerciais que recorrem a mão-de-obra barata e com uma alta rotatividade (contratos de trabalho de seis meses) e logo ausência de especialização. Este é um assunto que brevemente dará origem a outro post.

Finalmente, dado o ritual de ir a um Centro Comercial como Dolce Vita Tejo, na Amadora, ou mesmo mais perto, como o Vasco da Gama, sair para ir comprar tabaco, um quilo de maçãs ou um DVD para gravar qualquer coisa esquecida, torna-se impossível e uma perca de tempo grande para o dia-a-dia da vida nas cidades.

Fonte: Miguel Maio
http://miguelmaio.blogspot.com/2009_07_01_archive.html