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Lojistas do Centro Comercial Picoas Plaza acusam administração de "actos terroristas" PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

pplO presidente da Associação de Lojistas do Centro Comercial Picoas Plaza, em Lisboa, acusou hoje a administração do espaço de praticar “atos terroristas”, depois de na quarta-feira ter ordenado o fecho de uma das lojas por falta de pagamento.

Em declarações à agência Lusa, Tiago Quelhas afirmou que passava pouco das 03:00 da noite de quarta-feira, quando um grupo de seguranças, alegadamente a pedido do administrador tentou vedar a loja “Tesourinhas” com a colocação de tapumes.

A proprietária, que já suspeitava desta ação, surpreendeu os seguranças no local e tentou impedi-los de lhe encerrarem a loja, segundo contou Tiago Quelhas.



Perante a situação, Tiago Quelhas acabou por chamar a polícia que impediu a continuidade da ação dos seguranças, uma vez que estes, apesar de ordenados pela administração do Centro Comercial, não tinham qualquer mandato judicial para o encerramento do espaço.

De acordo com Tiago Quelhas, a administração ordenou o encerramento do “Tesourinhas” pela falta de pagamento da renda, motivo confirmado pelo responsável que justifica este incumprimento com a “gestão ruinosa” do Centro Comercial.

“Isto parece um cemitério de lojas. A administração deixou morrer isto e recusam-se a negociar com os lojistas para baixar as rendas. Claro que as pessoas não têm como pagar a renda se já mal ganham para elas”, disse.

Numa nota enviada à Lusa, a administração, a cargo do grupo Chamartin-Dolce Vita, esclareceu que foram tomadas as “medidas necessárias e no escrupuloso cumprimento da legislação aplicável em vigor para o encerramento da loja ‘Tesourinhas’”

“Apesar de todos os esforços desenvolvidos pela administração para que a situação decorresse com a maior normalidade e causasse o menor transtorno possível, não foi possível contar com a colaboração do operador, que impediu a concretização do fecho da loja, invadiu espaço comum do Centro Comercial sem autorização e não acatou as ordens da PSP para abandonar o espaço”, lê-se.

Há cerca de um ano, os lojistas do Centro Comercial Picoas Plaza organizaram uma ação de protesto a exigir a demissão da administração por gerir mal o espaço situado numa zona nobre de Lisboa, aplicando rendas elevadas e ignorando iniciativas de dinamização.

 

Fonte: Ionline/LUSA
http://www.ionline.pt/conteudo/114475-lojistas-do-centro-comercial-picoas-plaza-acusam-administracao-actos-terroristas