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Dolce Vita em crise um ano após abrir PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Vários lojistas do Centro Comercial Dolce Vita Douro, em Vila Real, que abriu portas em Outubro do ano passado, acusam a Amorim Imobiliária, promotora do empreendimento, de "ter defraudado as expectativas, vendendo projecções e estudos de mercado fantásticos que nunca se concretizaram", conforme disse, ao JN, Paulo Rodrigues, proprietário do restaurante "Magnólia Dourada", que encerrou portas ontem. Só neste caso, são 12 postos de trabalho que desaparcem.

Neste momento, há quatro lojas fechadas e pelo menos mais três já mudaram de gerência ou ramo, nas últimas semanas. Vários empresários manifestam "muita preocupação, pois o volume de negócios não tem nada a ver com o que se esperava, e só as rendas oscilam entre os 2500 e os cinco mil euros por mês".

Apesar disso poucos querem dar a cara. Alguns admitem que "ainda há esperança que as coisas melhorem e esta época de Natal será fundamental para decidir o futuro". Fernando Cardoso, presidente a Associação Comercial e Industrial de Vila Real, confirma que "vários lojistas solicitaram já ao Grupo Amorim que reconsidere o valor das rendas, ou a partir de Janeiro terão de entregar as chaves".

Paulo Rodrigues, proprietáro de sete restaurantes em todo o país, foi um dos que tomou essa iniciativa, mas a resposta não foi a esperada. "A administração do shopping escreveu-me a informar-me que ia aumentar a renda em 251 euros", disse, acrescentando " Não temos interlocutor, temos apenas um senhorio".

O presidente executivo da Amorim Imobiliária, considera como "falsa e injusta" a acusação do grupo ter defraudado as expectativas. Rui Alegre garante que "desde a abertura do shopping fecharam ou mudaram de operador menos do que a rotação normal no primeiro ano de funcionamento. Ou seja nem 2%". Tratando-se, apenas, na sua opinião de "modelos de negócio que não funcionaram".

Fonte: JN
http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=527565&page=-1